
Identidade visual para sindicatos: por que é tão importante?
Em outro artigo publicado aqui, falamos sobre a importância da logo para sindicatos. Dissemos que ela pode – ou melhor, deve – ser o ponto de partida para a definição da identidade visual para sindicatos.
Agora vamos aprofundar este entendimento, explicando o valor da identidade visual para sindicatos e apresentando sugestões de peças que podem ser produzidas dentro do conceito desenvolvido.
“As identidades visuais são um instrumento fundamental nas políticas de marketing das empresas. São a expressão de sua individualidade e a garantia de responsabilidade perante a sociedade. Cuidadosamente criadas e implantadas, traduzem exatamente a forma pela qual as empresas gostariam de ser vistas por seus públicos externo, seus clientes e fornecedores, e interno, os que nela trabalham”
Gilberto Luiz Strunck no livro “Identidade Visual – A direção do olhar” (1989)
Conceito, o começo de tudo
Identidade visual significa a adoção de parâmetros estéticos, envolvendo cores, letras, imagens e formas, de modo que toda situação de comunicação tenha unidade, transmitindo a mesma mensagem.
Mas qual é essa mensagem? Como defini-la?
Definindo o CONCEITO a ser transmitido.
O conceito é que deve nortear a criação. Afinal, a identidade visual está a serviço dele.
Muitas entidades têm definidos sua MISSÃO, VISÃO e VALORES. O conceito é um resumo do resumo dessas definições. Portanto, a primeira providência é consultar – e, se for o caso, revisar – o trio “missão, visão e valores” do sindicato, fazendo a pergunta: qual imagem o sindicato quer transmitir? E se a entidade ainda não tiver esse trio definido, é hora de pensar a respeito.
A partir do conceito, cria-se a logo.
A logo aprovada vai nortear o desenvolvimento da identidade visual. Isso significa que suas definições principais – fontes, cores, formas – devem inspirar a criação de diversos materiais.
É a somatória do contato com esses materiais, por vários públicos, durante um período de tempo, que irá construir uma imagem consistente do seu sindicato.
Para a entidade, é fundamental respeitar essa identidade, ou seja, seguir os parâmetros em todas as ocasiões de comunicação. Até porque, além do conceito transmitido, a unidade em si transmite uma mensagem positiva. Quando o público percebe, mesmo que inconscientemente, a adoção de um padrão estético, isso transmite sensação de previsibilidade, confiança, familiaridade e organização.
Onde aplicar a identidade visual para sindicatos?
Há diversas situações, online e off-line, para a aplicação das definições da identidade visual. Veja:
- Papelaria (papel timbrado, envelopes, etiquetas adesivas, cartão de visitas…)
- Site
- Sinalização da sede (placa, banners, identificação de setores, quadros, plotagens…)
- Material de identificação (camisas, bonés, crachás…)
- Brindes (marcadores de página, chaveiros, canetas…)
- Publicações impressas (jornais, boletins, folders…)
- e-mail marketing
- Perfis e posts em redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, Youtube…)
- Vídeos informativos, educativos e promocionais
- Banners para eventos (assembleias, palestras, encontros…)
Viu? São muitas possibilidades! Por isso, no momento de desenvolver cada uma dessas peças, é fundamental guiar-se pelas definições da identidade visual.
O que é o manual de identidade visual?
O Manual de Identidade Visual, também chamado de Manual da Marca, Brandbook e Brand Guidelines, é o documento responsável pela padronização de uma marca.
Segundo Jaider Morais, “o objetivo desse documento é orientar e definir regras para a aplicação da logo, paleta de cores, backgrounds, tipografia, embalagens, pontos de venda, tom de voz da marca, linguagem fotográfica, dentre outros.”
Ou seja, é a “bíblia” a ser seguida nas ações de comunicação e marketing da entidade, no que se refere aos aspectos visuais.
Cabe a uma agência profissional de comunicação o desenvolvimento desse manual, aprovando-o junto ao sindicato.
Cabe também à agência se relacionar com fornecedores competentes (como gráficas e produtores de brinde), que prestem serviços de qualidade. Afinal, não basta criar peças dentro da identidade visual, é preciso garantir que o produto final – por exemplo, uma caneca ou um papel timbrado – seja fiel ao que foi concebido.
Identidade visual é (quase) para sempre
Não adianta ter pressa para se desenvolver logo e identidade visual, e depois se arrepender. A proposta é criar algo consistente, sustentável, que resista à passagem do tempo. Por isso, vale a pena criar, recriar, ajustar, discutir, até se alcançar um resultado satisfatório para todos os envolvidos.
Já pensou se uma empresa ou instituição revê sua identidade visual a cada ano?
Fazer mudanças frequentes confunde o público-alvo, desperdiça o esforço de comunicação anterior e gera custos, como por exemplo a substituição de placas, uniformes e sinalização.
Via de regra, se a identidade visual foi bem planejada, só faz sentido mexer nela se houver alteração no conceito, ou seja, no trio “missão-visão-valores”.
Por isso, deve-se conduzir o processo de criação da identidade visual com extremo cuidado, sem improvisos ou precipitação.
Concluindo…
Pense em quantas vezes seus representados entram em contato com o sindicato ao longo da vida profissional. Na maioria dos casos, isso acontece poucas vezes. Por isso, cada oportunidade de se fazer esse contato deve ser valorizada. E a identidade visual pode contribuir fortemente nesse sentido, comunicando/reforçando o conceito e construindo uma imagem de profissionalismo e organização.
Por isso, valorize o processo de desenvolvimento da identidade visual, ele é mais importante do que parece. E se desejar ter um parceiro com experiência e competência para desenvolver este trabalho, conte com a Pitanga Comunicação e Cultura.