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Durante muito tempo, parte da comunicação sindical se acostumou a falar com a base como se bastasse nomear o conflito para produzir mobilização. Em alguns contextos, isso ainda funciona. Mas, em muitos outros, já não basta. A comunicação sindicato precisa ser acolhedora e vamos discutir o porque. O contexto social mudou a forma como a base escuta Não porque a luta tenha perdido importância. E nem porque o trabalhador tenha deixado de viver exploração, pressão ou injustiça. O proble

A comunicação afetiva se constrói no cotidiano. Ela nasce quando o sindicato deixa de falar de forma genérica e passa a se comunicar com mais escuta, mais presença e mais conexão com a vida real da categoria. 1. Defina com clareza quem o sindicato quer alcançar Toda comunicação afetiva começa com uma pergunta simples: com quem estamos falando? Antes de produzir conteúdo, é preciso entender quais grupos compõem a base, quais são suas rotinas, dificuldades, desejos e formas de lingua

As manifestações de junho de 2013 marcaram uma virada no cenário político e social do país. Desde então, o avanço do neoliberalismo desmontou direitos trabalhistas, fragilizou a previdência e esvaziou a representatividade sindical. A lógica da uberização, da informalidade e da terceirização tomou o lugar das antigas estruturas de emprego. Formou-se um novo operariado: invisível, sobrecarregado e, muitas vezes, desconectado dos antigos mecanismos de proteção. A comunicação sindi

Nem toda comunicação sindical tradicional deixou de funcionar. Em momentos de confronto, campanha e mobilização, ela ainda tem força. O problema é que, em muitas entidades, a linguagem passou a ser repetida de forma automática, previsível e cada vez menos conectada com a experiência real da categoria. O repertório histórico continua importante, mas já não basta sozinho Charges, panfletos, palavras de ordem e metáforas de enfrentamento tiveram, e continuam tendo, papel importante na

Quem são os trabalhadores de hoje e por que isso muda a comunicação sindical A imagem clássica do trabalhador industrial, sozinho, já não dá conta de representar a base real do trabalho no Brasil. Hoje, a classe trabalhadora é mais diversa, mais fragmentada e atravessada por rotinas, vínculos e pressões muito diferentes entre si. O crescimento do trabalho por plataformas é um sinal disso. O IBGE registrou 1,7 milhão de pessoas nesse tipo de ocupação em 2024, alta de 25,4% em relaç

A base sindical é formada por pessoas diversas, com trajetórias marcadas por desigualdades, resistências e afetos. Mulheres, negros, LGBTQIA+, jovens de periferia, pessoas com deficiência, cada grupo traz suas vivências, dores e esperanças. Comunicar com afeto é reconhecer essa pluralidade e acolher suas expressões de forma respeitosa. A diversidade não é um desafio a ser contornado, mas uma força que precisa ser visibilizada. Quando o sindicato reconhece quem compõe sua base, a comu

Strike, palavra em inglês que pode ser usada para ações como bater, atacar, lutar, chocar, assaltar e… fazer greves. O ressurgimento dos sindicatos nos EUA. Desde que mobilizou 5 milhões de trabalhadores nos Estados Unidos, em 1946, após a 2ª Guerra, o sindicalismo estadunidense enfrentou severas desregulações. Até aquele momento, os sindicatos eram uma diretriz estabelecida pelo New Deal (1933), desenvolvido para resgatar o país da recessão promovida pela quebra do mercado. A prote

Carta de oposição e educação sindical É bastante triste e até revoltante, dependendo da forma como acontece, receber uma Carta de Oposição. Negociações coletivas, assembleias, visitas a locais de trabalho, dissídios, entre outras atividades, exercidas em prol de toda a categoria, não apenas para os sindicalizados, parecem ir por água abaixo. Veja porque a educação sindical pode te ajudar! Reflexão sobre a realidade dos trabalhadores O sistema sindical já está acostumado a água


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